Ubuntu mudará seu design algum dia?

 

 

Olhando um pouco para trás pode-se ver como nas últimas 5 versões do Ubuntu, alguns meses antes do lançamento prometia-se mudar seu design. A medida que vão passando os anos, esta promessa é maior e menos crédula, e até agora as mudanças tem sido mínimas, mantendo quase todos os componentes do design original. Não estou dizendo que é ruim, feio, mas é curioso como sempre se promete esta mudança para logo deixá-la com um ligeiro redesenho de ícones e fundos de tela.

A próxima versão (outubro) não é uma exceção e já há várias propostas de design, provavelmente a que mais sucesso tenha seja esta do usuário WillWill. Tirando alguns problemas de contraste, poderia ser realmente genial, e nem precisaria mudar muitos elementos. Por exemplo, unindo o que o Compiz já trás de fábrica, a borda das janelas e outros elementos simples. Apesar de não incluir o dock já seria um passo à frente. E apesar de não precisar desse fundo de madeira (as árvores mortas não simbolizam bem o Ubuntu, melhor um fundo com caule de árvores vivas) continuará sendo um passo à frente.

 

Já há um tema GDM (a tela de entrada do Gnome, onde colocamos nossa senha) e um tema parecido com as janelas do Compiz, o que prova que não é difícil tê-lo pronto. Com certeza, para conseguir resultados mais espetaculares teria que modificar ou reprogramar várias partes da interface gráfica, algo que de todas as formas estava no timeline da versão anterior, como o FaceBrowser ou a inclusão dos efeitos do Compiz antes da tela de entrada.

É certo que o Ubuntu não é dos desktops mais feios, sem mudar nada se pode trabalhar em um ambiente agradável, mas se queremos ter algo especialmente bonito, temos que personalizá-lo bastante (por exemplo, com Compiz, com AWN, com Gimmie, com Deskbar, etc…). Seja como for, até agora não temos visto nenhum movimento interessante da equipe de arte do Ubuntu no campo que nos interessa, a usabilidade. É dizer, como veremos o Ubuntu funcionando, e não só cores mas também as formas, a alienação dos objetos e o dinamismo das ações (para o qual haveria que integrar Compiz mais profundamente). A única coisa que vimos foi a inclusão do tema Human na cor escura em uma das primeiras versões Alpha, para logo tirá-la ao comprovar que não era bem-vinda.

Ubuntu, como o resto das distribuições, tem uma interface íntimamente ligada a outros projetos, sobretudo o Gnome. Este projeto tem preferido seguir seguro a custa de não incluir nenhuma novidade importante em sua interface deste praticamente o dia que começaram. Mas isto não deveria ser um impedimento para introduzir novos elementos, já que como comentado, existem outras distribuições na mesma situação e que já reinventaram-se e enriqueceram seu desktop com sucesso, como OpenSuse ou Fedora. Os usuários do Ubuntu, que são ampla maioria nos desktops linuxeros, levam pedidos aos gritos para uma nova interface, e até a inclusão por padrão do Compiz já parece pouco.

 

Portanto, temos que levar em conta a maior desvantagem do Gnome, sua imobilidade em certas ocasiões, temos de incentivar (e acabar) vários projetos que ajudem a desenvolver essa interface do futuro sobre Gnome. Tampouco se está pedindo seguir o caminho do KDE, que tem buscado renovar-se completamente mas sem ajustar os problemas que já existem.

Faz duas semanas na OSCON Mark Shuttleworth proclamou aos quatro ventos que a interface é uma das prioridades atuais e que em dois anos estariam ultrapassando a Apple em termos de “beleza”. Sinceramente, se de verdade conseguem fazê-lo em um par de anos, parece-me que vão levar 3 ou 4 anos. É algo que, depois das 3 primeiras versões deveriam ter começado a levar a sério, a testar alternativas nas duas barras e no menú de aplicações e ir integrando-as para obter uma experiência homogênia e sem altos e baixos (mais ou menos como faz a Apple). Provavelmente um dos acertos que houve nesta direção foi a inclusão do Deskbar no desktop por padrão, mas logo resolveram tirar, assim que…

Além disso, os usuários do desktop do Ubuntu tem se sentido um pouco de lado pela grande maioria de fontes abertas: as versões para servidores estão sendo adicionadas em dispositivos como eeePC, e outras versões específicas como Edubuntu, UbuntuStudio, Gobuntu, etc… E isso sem contar que existem três Ubuntu’s diferentes para desktop (Ubuntu, Kubuntu e Xubuntu). Sabe-se que a Canonical consegue boa parte de dinheiro nos servidores, mas se na realidade querem que Ubuntu tenha sucesso como desktop, deveriam evitar tanta fragmentação e concentrar-se na principal.

Sinceramente, se a situação segue assim não creio que (espero estar errado) veremos mudanças importantes nem na versão 8.10 nem nas seguintes, assim que até 2010 não espero ver mudanças realmente interessantes no modo de trabalhar com Ubuntu, sendo as palavras de Mark uma decepção mais que um alívio. E vocês, o que acham?

Via Genbeta

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