Live Mesh: O que é e para que serve

Provavelmente muitos de vocês já tenham ouvido falar de Live Mesh, o novo serviço de sincronização de dados entre dispositivos que nos oferece a Microsoft, apresentado em abril e que entrou a pouco na fase beta, aberta a todos.

Veremos as distintas facetas do Live Mesh, seu funcionamento como serviço web, como software em Windows, Mac e outros dispositivos, e também seu potencial como plataforma.

Basicamente podemos definí-lo como um serviço de sincronização que nos permite compartilhar arquivos e configurações entre dispositivos (PCs, Macs, celulares, e outros) e com outros usuários de forma instantânea, fazendo com que tenhamos a última versão de nossos arquivos “em todo momento e em todos os lugares“. Ao adicionar um arquivo em nosso computador, este sincronizará automáticamente com um escritório virtual na web e com todos os dispositivos que estejam acessando o nosso “Mesh“.

Trata-se de um produto que responde pela necessidade de usuários “sempre conectados“, que não se conformam em ter somente o computador da sua casa, mas também possui dispositivos móveis, ultraportáteis, smartphones, reprodutores de mp3 e mp4, etc… Esta proliferação de gadgets produz uma necessidade de serviços de sincronização, que nos permita acessar nossa informação na internet mas também quando estamos offline.

 

 

 

Live Mesh também incorpora outros elementos, como por exemplo um Escritório Vitual (Live Desktop) que nos permite armazenar informação na internet (no momento até 5 GB) e acessá-la a partir de qualquer computador. Tem um tremendo potencial como plataforma, já que quando for liberada a API e o SDK (final de outubro) os desenvolvedores poderão criar aplicações web como as de desktop que integram-se ao nosso Mesh e podem sincronizar dados e configurações entre nossos diferentes dispositivos.

Mesh também é software mais serviços, já que combina clientes para diferentes sistemas operacionais com uma interface web e dados armazenados em servidores. Incorpora diversos padrões e protocolos populares (HTTP, RSS, REST, ATOM, JSON, entre outros), o que facilita seu funcionamento em múltiplos navegadores e plataformas.

Além disso Live Mesh faz uso da tecnologia FeedSync para criar um NewsFeed bidirecional (similar ao do Facebook) integrado com Windows Live Messenger que serve para nos manter sempre informados com o que ocorre com as nossas pastas compartilhadas. E é claro, para podermos acessar a todas estas funções utiliza-se  o Windows Live ID como sistema de identificação.

Como se já fosse pouco, inclui-se funcionalidade de escritório remoto, possibilitando pegar o controle de outros dispositivos de nossa rede a partir de qualquer computador do mundo (evidentemente, sempre e quando ambos estiverem acessando e conectados ao Mesh).

São estas e outras coisas que fazem com que Live Mesh seja superior a outros serviços similares como o DropBox ou FolderShare. Combina coisas que já existem (escritórios virtuais, sincronização instantênea, armazenamento em linha, APIs para terceiros, NewsFeeds, etc…) e as une provocando uma sinergia na qual o maior beneficiado é o usuário. A decisão de dar a Mesh o caráter de plataforma faz com que suas possibilidades sejam quase infinitas.

Atualmente Mesh só está disponível para PCs com Windows Vista e XP, mas em muito pouco tempo começará a oferecer o cliente para Mac e para Windows Mobile. No futuro espera-se também que Live Mesh possa ser utilizado no Xbox 360, reprodutores Zune (e de outros fabricantes), dispositivos móveis com Symbian, e outros dispositivos (rádios para autos, porta fotografias, Media Center Extenders, set-top-boxes, etc.). Não foi mencionado nada sobre um cliente para iPhone, e a possibilidade de ver Live Mesh em Linux, uma vez liberada a API, passaria para a responsabilidade de terceiros criar uma aplicação para usar este serviço no sistema operacional do pinguim (Microsoft não mostrou interesse em fazer um cliente para Linux).

 

 

E o uso do Mesh na vida cotidiana? Para dar alguns exemplos, poderíamos ter toda nossa coleção multimídia sincronizada via Live Mesh. Assim não importaria a capacidade dos reprodutores mp4 (sempre e quando tivermos conectividade WiFi) já que nossas músicas poderiam ser armazenadas na internet e reproduzida sem necessidade de download. Poderíamos dispor das fotos que tiramos com o celular diretamente em um PC, em um Media Center, ou em um porta fotografias, sem cabos e de forma rápida. Também poderíamos trabalhar em um projetos com nossos colegas, assegurando-nos que sempre teríamos a última versão de cada arquivo. Haja imaginação quando falamos de novas plataformas e quando visualizamos o potencial desta tecnologia.

Não sei o que a Microsoft fará para integrar de forma coerente a enorme quantidade de serviços de sincronização e armazenamento que ela oferece atualmente, como as pastas compartilhadas do Windows Live Messenger, FolderShare, SkyDrive, Office Live Workspace, etc. Já que esta abundância de produtos que realizam funções parecidas só atrapalha e provoca confusão no usuário, mas se conseguir integrar com sucesso no Mesh, podem transformar-se em um interessante valor agregado para este potente serviço.

 

 

Em resumo, Live Mesh é uma tecnologia extremamente interessante porque possui características nunca antes vistas, de juntar a web e o desktop em uma mesma coisa. E também é um dos maiores esforços de Redmond por manter-se vigente em uma época em que o centro da gravidade da informática muda cada vez mais para a web, um terreno que todos sabemos por quem é governado – Google.

Link | Live Mesh

Via Genbeta

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